Foto: FAPERJ/Divulgação
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Pesquisa de neurocientista brasileira avança em regeneração nervosa usando polilaminina

A neurocientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, pesquisadora da UFRJ, ganhou destaque internacional após avanços em estudos sobre regeneração de tecido nervoso. Sua pesquisa com a polilaminina, substância que pode reverter lesões medulares, colocou seu nome entre possíveis candidatos ao Nobel de Medicina.

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De acordo com o jornal O Tempo, Tatiana Sampaio, de 59 anos, trabalhou por 25 anos no desenvolvimento da polilaminina. A substância, testada em oito pacientes com paraplegia ou tetraplegia, demonstrou capacidade de recuperação parcial ou total dos movimentos.

A pesquisa recebeu financiamento da Faperj e parceria do Laboratório Cristália, que investiu R$ 30 milhões no projeto. Em 5 de janeiro, a Anvisa autorizou o início de estudos clínicos para avaliar a segurança do fármaco no tratamento de lesões medulares agudas.

Reações da comunidade científica

Segundo informações do O Tempo, sociedades científicas como SBPC e ABC pediram cautela na divulgação dos resultados. Em editorial conjunto, destacaram a necessidade de revisão por pares antes de conclusões definitivas sobre a eficácia da polilaminina.

Três pacientes que receberam a substância por decisão judicial morreram nas últimas semanas. O Laboratório Cristália afirmou que as mortes não estão relacionadas ao tratamento.

A Academia Brasileira de Neurologia emitiu nota alertando sobre a falta de publicações científicas que comprovem a segurança da polilaminina em humanos. A entidade recomenda que o uso seja restrito a protocolos de pesquisa aprovados por comitês de ética.

A Sociedade Brasileira de Neurologia reforçou que lesões medulares exigem abordagens baseadas em evidências científicas robustas, mesmo com pesquisas promissoras em andamento.

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