Foto: ALEX DE JESUS / O TEMPO
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Juiz de Fora figura entre as cidades com elevado número de moradores em áreas de risco

Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, tem cerca de 130 mil pessoas vivendo em áreas de risco, segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O município enfrenta chuvas extremas que já deixaram 41 mortos e 18 desaparecidos, além de 3,5 mil desabrigados e desalojados.

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Conforme o Cemaden, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Juiz de Fora é o nono município do Brasil com maior população em áreas suscetíveis a deslizamentos, inundações e enxurradas. O levantamento inclui 1.942 cidades, sendo Juiz de Fora a terceira em Minas Gerais, atrás de Belo Horizonte e Ribeirão das Neves.

De acordo com o Censo de 2022 do IBGE, a cidade tem 540.756 habitantes, o que significa que quase 25% da população vive em locais vulneráveis a eventos climáticos extremos. O Corpo de Bombeiros registrou 46 mortes na Zona da Mata devido às chuvas, sendo 41 em Juiz de Fora e seis em Ubá.

Ranking nacional

Juiz de Fora ocupa a nona posição no ranking de municípios com maior número absoluto de moradores em áreas de risco. Salvador lidera com 1.217.527 pessoas, seguida por São Paulo (674.329) e Rio de Janeiro (444.893). Belo Horizonte aparece em quarto, com 389.218 habitantes nessas condições.

Em 2025, a diretora do Cemaden, Regina Alvalá, alertou que o município teve 10 ocorrências de risco geológico em 2024, ficando em quarto lugar no país. Além disso, foram emitidos 12 alertas de risco hidrológico, colocando a cidade na 12ª posição. Ela destacou a necessidade de melhorar a comunicação com moradores de áreas vulneráveis.

O subsecretário de Defesa Civil de Juiz de Fora, Luís Fernando Martins, informou que a cidade tem 142 áreas de risco geológico, 27 hidrológicas e oito tecnológicas, relacionadas a barragens. “24,98% dos moradores vivem em locais vulneráveis”, afirmou.

Previsão de chuvas

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a chuva deve continuar na região até sexta-feira (27/2), com risco de acumulado superior a 100 milímetros. O alerta vermelho indica grande perigo de alagamentos e deslizamentos. A partir de sábado, a precipitação deve diminuir gradualmente.

As autoridades orientam que moradores em áreas de risco mantenham atenção e acionem a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193) em caso de emergência.

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