Uma servidora pública, seu esposo e familiares são investigados por peculato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa em Carlos Chagas, no Vale do Mucuri. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, os desvios dos cofres municipais totalizaram R$ 1,8 milhão.
A servidora ocupava o cargo de diretora de divisão de gerenciamento de pagamento de pessoal. De acordo com as investigações, ela inseriu dados falsos nos sistemas da administração pública entre 2021 e 2024.
O esquema envolvia a criação de folhas de pagamento extras com verbas fictícias, como horas extras e diárias, em nome de servidores municipais, especialmente médicos. Os valores eram desviados para a conta bancária pessoal da servidora.
Conforme o Ministério Público, o peculato eletrônico permitiu o desvio de R$ 1.832.121,68. Para dificultar o rastreio, os valores eram transferidos para contas de familiares e amigos próximos.
Os recursos foram usados para a compra de um veículo Fiat Cronos e um imóvel de veraneio em Nova Viçosa, na Bahia, registrados em nome de terceiros. A organização criminosa tinha divisão de tarefas e continuou operando mesmo após o bloqueio judicial das contas da principal acusada em outubro de 2024.
