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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) promoveu nesta quarta-feira o evento “Internet Segura 2026: 60+ conectados e protegidos”. O encontro discutiu a proteção e inclusão digital de pessoas com 60 anos ou mais, grupo considerado vulnerável a fraudes on-line. A ação marca o Dia da Internet Segura, celebrado mundialmente em 11 de fevereiro.
De acordo com a Anatel, o objetivo foi disseminar práticas seguras no uso da tecnologia. Durante a abertura, o conselheiro Edson Holanda destacou a necessidade de alinhar o envelhecimento populacional com a digitalização. “Não basta entregar acesso à internet. É preciso entregar proteção”, afirmou.
Holanda ressaltou que golpes digitais contra idosos vão além de prejuízos financeiros. “É um ataque à dignidade e um abalo na autonomia”, disse. Dados apresentados no evento mostram que, no Brasil, 16 milhões das 28 milhões de pessoas off-line têm mais de 60 anos.
Inclusão digital como cidadania
A superintendente substituta de Relações com os Usuários, Isadora Firmino, afirmou que a exclusão digital muitas vezes está ligada ao desconhecimento. “O idoso não usa a internet por medo ou falta de habilidade. Queremos trazer confiança e autonomia”, explicou.
Luzimara Fátima Silva, 68 anos, participante do evento, relatou seu receio de crimes virtuais. “Tenho medo de pagar contas pelo celular. Eventos como este trazem aprendizado e segurança”, disse. Ela integra o programa Vida Plena, da Legião da Boa Vontade.
A superintendente de Controle de Obrigações, Suzana Rodrigues, simplificou o conceito de cibersegurança. “É sobre navegar com tranquilidade. Queremos reduzir a diferença entre jovens e idosos”, afirmou.
Diálogo com o público-alvo
A conselheira substituta Cristiana Camarate moderou um painel sobre o tema. Ela defendeu a escuta ativa dos idosos para sanar deficiências digitais. “Precisamos entender suas demandas para agir de forma concreta”, disse.
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