O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), rebateu críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a ausência de projetos do estado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo Zema, há dois projetos em andamento com recursos do PAC, retomados após terem sido abandonados pelo governo anterior.
De acordo com o governador, Minas Gerais apresentou 14 projetos fora da área de prevenção a desastres, mas apenas 3% dos R$ 9 bilhões previstos teriam sido liberados pelo governo federal. “Duzentos e oitenta milhões de reais”, afirmou Zema, citando obras como estradas e metrô.
Zema sugeriu que o governo federal dificulta o acesso a recursos para estados governados por opositores. “O governo PT cria obstáculos para quem não é do seu grupinho”, declarou. Ele também criticou o timing das discussões durante a tragédia na Zona da Mata mineira.
Segundo informações do O Tempo, Lula afirmou durante a 6ª Conferência Nacional das Cidades que R$ 3,5 bilhões estariam disponíveis para Minas Gerais, mas o estado não teria apresentado projetos. O ministro das Cidades, Jader Filho, corroborou a informação.
O presidente classificou a situação como “descaso histórico com o povo pobre”. Ele destacou que prefeituras têm responsabilidade sobre áreas de risco, mesmo que a população não tenha conhecimento dos perigos.
As chuvas na Zona da Mata já causaram pelo menos 70 mortes, sendo 64 em Juiz de Fora e seis em Ubá. Três pessoas continuam desaparecidas, segundo balanço divulgado nesta semana.
