Foto: Sinde-REDE / Divulgação
greve-terceirizados-bh

Greve de terceirizados da educação em BH completa 10 dias

A greve dos trabalhadores terceirizados das escolas municipais de Belo Horizonte completa 10 dias nesta quarta-feira (4/3). A paralisação, iniciada em 23 de fevereiro, afeta serviços como portaria, limpeza, cantina e acompanhamento de alunos com deficiência.

Advertisement

De acordo com o jornal O Tempo, algumas unidades enfrentam dificuldades para manter atividades devido à ausência desses profissionais. A Prefeitura de Belo Horizonte afirma que todas as escolas seguem funcionando, com medidas para cobrir eventuais faltas.

Pais relatam impactos na rotina familiar. Segundo Pedro Veras, representante de pais do Centro de Educação das Infâncias, crianças em tempo integral estão sendo liberadas mais cedo, obrigando famílias a se reorganizarem. Alguns alunos deixaram de frequentar as aulas.

Estudantes com deficiência são os mais afetados, pois dependem de apoio especializado. Veras afirma que algumas crianças não aceitam ficar na escola sem os profissionais que as acompanham habitualmente.

Reivindicações dos trabalhadores

Os terceirizados, contratados pela Minas Gerais Administração e Serviços (MGS), exigem garantias trabalhistas durante a transição para novas empresas. Entre as demandas estão pagamento de verbas rescisórias, manutenção de direitos e contratação via CLT.

Também pedem que a prefeitura assuma responsabilidade subsidiária nos contratos e garanta recomposição salarial. Profissionais de cantina e apoio educacional buscam evitar redução de renda em eventual mudança de empregadora.

Andamento da greve

A paralisação começou em 23 de fevereiro, após o Carnaval, devido à insegurança com a troca de contratos. No primeiro dia, 1,5 mil trabalhadores protestaram na sede da Prefeitura. Uma assembleia decidiu pela continuidade da greve nesta terça (3/3).

Segundo o jornal O Tempo, a MGS classificou o movimento como “abusivo” e afirmou ter oferecido aumento acima da inflação. A empresa disse que buscou diálogo e acionou a Justiça do Trabalho para resolver o impasse. Uma audiência pública está marcada para quinta-feira (5/3).

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que acompanha a situação diariamente e adota medidas para garantir o funcionamento das escolas. A Secretaria Municipal de Educação discute novo modelo de contratação via organizações da sociedade civil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *