A UFMG entregou nesta sexta-feira (6) cinco salas de cuidados parentais, 21 fraldários e três áreas de convivência para coletivos identitários. Os espaços estão distribuídos nos campi Pampulha e Saúde, na Faculdade de Direito, em Belo Horizonte, e no campus de Montes Claros.
De acordo com a universidade, o projeto foi financiado por uma emenda parlamentar de R$ 200 mil da deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) e executado pela Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (Prae). A iniciativa segue o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2024-2029 e a Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes).
Elisângela Chaves, diretora de Políticas de Ações Afirmativas (DAF), afirmou que a medida reconhece a relação entre infraestrutura de apoio e sucesso acadêmico. “É uma perspectiva de reparação e equidade”, disse, destacando que os espaços evitam situações como troca de fraldas em corredores.
Segundo a UFMG, 372 estudantes com filhos recebem assistência da instituição, sendo que 51,8% dependem de auxílios para permanecer nos cursos. As salas possuem berços, poltronas de amamentação, trocadores, banheiras, duchas com água quente, frigobar, micro-ondas e brinquedos.
As salas de cuidados parentais foram instaladas no ICB, Faculdade de Medicina, FaE, Icex e Fafich. Uma sexta unidade está prevista para julho na Faculdade de Farmácia. Os espaços de convivência atenderão coletivos indígenas e quilombolas em Montes Claros, Faculdade de Direito e Praça de Serviços.
A UFMG informou que a rede de apoio beneficia 97 cursos e aproximadamente 47 mil estudantes. A medida busca fortalecer o sentimento de pertencimento à instituição, conforme destacou a diretoria.
