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O Governo do Brasil criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar o mercado de combustíveis diante do conflito no Oriente Médio. De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), a iniciativa visa analisar as condições nacionais e internacionais do setor, em articulação com órgãos reguladores e agentes da cadeia produtiva.
A medida integra o reforço no monitoramento das cadeias globais de derivados de petróleo, da logística nacional e dos preços dos combustíveis. O MME também ampliou o diálogo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e com empresas do setor.
O objetivo é identificar riscos ao abastecimento e coordenar ações para garantir a segurança energética e o fornecimento normal de combustíveis no país. O ministério utiliza práticas de governança já adotadas em situações geopolíticas semelhantes.
Trabalho reforçado
Desde o final de fevereiro, as equipes do MME intensificaram a análise diária dos fluxos logísticos de petróleo, gás natural e combustíveis. O trabalho inclui o acompanhamento dos cenários nacional e internacional e seus impactos no abastecimento no Brasil.
Até o momento, a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada limitada. O país exporta petróleo bruto e importa parte dos derivados, como diesel, mas a participação de fornecedores do Golfo Pérsico nas importações brasileiras é relativamente pequena.
Senacon
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que analise aumentos nos preços dos combustíveis em quatro estados e no Distrito Federal. O pedido foi feito após sindicatos relatarem que distribuidoras elevaram preços citando a alta no petróleo devido ao conflito.
A Senacon solicitou que o Cade avalie possíveis indícios de práticas que prejudiquem a livre concorrência. Até o momento, a Petrobras não anunciou reajustes nos preços praticados em suas refinarias.
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