A Faculdade de Medicina da UFMG inaugurou a sala segura do Núcleo de Inteligência Artificial Responsável para a Saúde (Niar-Saúde). De acordo com a UFMG, o espaço é o primeiro em uma universidade brasileira dedicado ao tratamento de dados sensíveis na área da saúde.
A cerimônia contou com a presença da diretora da Faculdade de Medicina, Alamanda Kfoury, e dos coordenadores do projeto: professores Mariângela Cherchiglia (Medicina Preventiva e Social), Antônio Ribeiro (Clínica Médica) e Wagner Meira (Ciência da Computação). Também participou Kelly Cristine Mariano do Amaral, representante do Ministério da Saúde.
Durante o evento, Alamanda Kfoury afirmou: “É gratificante ver a nossa instituição dar um passo à frente na informação responsável”. Kelly Cristine destacou a importância da parceria entre a UFMG e o Ministério da Saúde para o uso de dados e tecnologia na área médica.
O NIAR-Saúde tem como objetivo desenvolver soluções de inteligência artificial para melhorar diagnósticos, tratamentos e programas de prevenção. A iniciativa também fornece ferramentas para gestores monitorarem indicadores e aprimorarem sistemas de saúde.
Segundo o professor Wagner Meira, o projeto integra diferentes áreas do conhecimento. “A lógica é essa: dados de um lado, inteligência artificial do outro, e o profissional de saúde empoderado nesse processo”, explicou.
Durante a cerimônia, foi realizada uma demonstração do sistema em um dos computadores da sala segura. O ambiente possui controle de acesso rígido para garantir a proteção dos dados utilizados nas pesquisas.
Funcionamento da sala segura
A sala segura permite acesso controlado a pesquisadores e profissionais autorizados. É proibido o uso de equipamentos pessoais, como celulares ou notebooks. Os usuários trabalham em computadores conectados a uma rede privada com ferramentas de análise de dados.
Além da sala na UFMG, há outra unidade em Brasília, administrada pelo Ministério da Saúde. A estrutura faz parte de um conjunto de quatro ambientes do NIAR-Saúde, todos com o mesmo nível de segurança.
O espaço funciona como um ponto de acesso protegido, onde pesquisadores podem analisar dados sensíveis por meio de uma rede VPN. O sistema garante o uso responsável das informações em projetos de saúde.
