Foto: Mariana Alves/Iphan.Foto: dossiê do registro/Iphan.Foto: dossiê do registro/Iphan.
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Circo de Tradição Familiar é registrado como Patrimônio Cultural do Brasil

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O Circo de Tradição Familiar foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil nesta quarta-feira (11 de março). A decisão foi tomada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. O bem foi inscrito no Livro de Registro das Formas de Expressão, confirmando sua importância para a memória e identidade brasileira.

De acordo com o Iphan, o conselho destacou o circo como referência cultural nacional, ressaltando seu papel na promoção de espetáculos, práticas lúdicas e memória social. A relatora do processo afirmou que o circo itinerante cumpre uma função social ao levar cultura a regiões com pouca oferta de equipamentos públicos.

Walter Olivério, do Fórum de Circo da Paraíba, disse que o reconhecimento é significativo para os artistas circenses. “O circo é a vida, é o sentimento. São pessoas que nasceram sob a lona e de lá nunca saíram”, afirmou. Para ele, a tradição familiar circense representa um conjunto de saberes transmitidos oralmente.

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Trajetória até o reconhecimento

O pedido de registro foi iniciado em 2005 pelo Circo Zanchettini, do Paraná, liderado por Wanda Cabral Zanchettin. Desde 1993, ela buscava o reconhecimento do circo como patrimônio imaterial. O processo envolveu famílias circenses, associações e pesquisadores, culminando no Inventário Nacional de Referências Culturais.

Edlamar Maria Cabral Zanchettin, filha de Wanda, afirmou que a conquista representa décadas de dedicação. “É a nossa arte, são as nossas vidas dedicadas desde os quatro anos de idade”, disse. Ela dedicou o reconhecimento à mãe e aos antepassados circenses.

Desafios e próximos passos

O registro também evidenciou desafios enfrentados pelos circenses, como burocracias para instalação, falta de áreas adequadas e preconceito. O Iphan recomenda parcerias com a Funarte e outras instituições para fortalecer políticas de salvaguarda.

Para mais informações, o dossiê completo está disponível na plataforma Bem Brasileiro.

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