A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investigue aumentos nos preços de combustíveis em postos da Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. O pedido foi feito após reclamações de sindicatos sobre elevações nos valores praticados por distribuidoras.
De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Minas Gerais (Minaspetro), distribuidoras estariam dificultando o abastecimento e cobrando preços elevados. A Petrobras afirmou que não houve aumento nos preços das refinarias e que o mercado interno não foi afetado pela guerra no Oriente Médio.
Segundo o Minaspetro, distribuidoras estariam justificando os aumentos pela alta no preço internacional do petróleo, associada aos conflitos na região. A entidade relatou restrições na venda de combustíveis para postos de marca própria, com negativas de venda ou preços considerados inviáveis.
O sindicato também recebeu relatos de postos com falta de combustível, principalmente em estabelecimentos de marca própria. O Minaspetro informou que continuará monitorando a situação e atualizando revendedores e imprensa sobre eventuais mudanças no abastecimento.
Em Belo Horizonte, consumidores relataram aumentos significativos nos preços da gasolina entre segunda-feira (9/3) e quarta-feira (11/3). A reportagem de O TEMPO verificou postos na cidade e aguarda posicionamento do Procon Assembleia, Ministério Público e Sindicom.
Monitoramento do governo
O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que está acompanhando o mercado global de petróleo e a logística de abastecimento no país. De acordo com a pasta, os preços cobrados nos postos também estão sendo monitorados. O governo criou uma sala de monitoramento para acompanhar o setor de combustíveis.
