A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou nesta quinta-feira (12/3) que o banqueiro esteja buscando uma delação premiada. Vorcaro está preso na Penitenciária Federal de Brasília desde a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras.
Segundo os advogados de Vorcaro, as informações sobre negociações de delação são “inverídicas”. Eles afirmaram que a divulgação desses dados tem o objetivo de prejudicar a defesa. A nota foi divulgada após especulações sobre um possível acordo.
De acordo com a Polícia Federal, os investigadores ainda não concluíram a extração de dados dos celulares apreendidos. Isso torna prematura qualquer decisão sobre delação premiada. A medida depende de aval da Procuradoria-Geral da República e da PF.
STF analisa prisão de Vorcaro
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal começará a analisar na sexta-feira (13) a decisão que determinou a prisão preventiva de Vorcaro. O julgamento ocorrerá no plenário virtual, com prazo até 20 de março para registro dos votos.
O ministro Dias Toffoli, primeiro relator do caso, declarou-se suspeito e não participará do julgamento. A decisão ocorreu após revelações sobre negócios entre empresas ligadas a Toffoli e fundos associados a Vorcaro.
CPI do INSS convoca depoimentos
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS aprovou nesta quinta-feira a convocação de Fabiano Zettel, sócio e cunhado de Vorcaro, e Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro. Os depoimentos fazem parte das investigações sobre fraudes no crédito consignado.
Durante a sessão, os parlamentares também aprovaram requerimentos para ouvir dirigentes do Banco Master. Por outro lado, pedidos para convocar o ex-presidente do Banco Central foram retirados de pauta.
