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O cinema brasileiro registra investimentos recordes no setor audiovisual em meio ao reconhecimento internacional, incluindo cinco indicações ao Oscar 2026. O filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, concorre em quatro categorias: melhor filme, filme internacional, direção de elenco e melhor ator para Wagner Moura. Adolpho Veloso também disputa o prêmio de fotografia por “Sonhos de Trem”.
Em 2025, o Brasil conquistou seu primeiro Oscar de Melhor Filme Internacional com “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, que também teve Fernanda Torres indicada como melhor atriz. O sucesso se repete em outros festivais, acompanhado por políticas públicas de fomento ao setor.
De acordo com o Ministério da Cultura, entre 2023 e 2025, foram investidos R$ 5,7 bilhões no audiovisual, incluindo recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e leis de incentivo. Em 2025, o valor chegou a R$ 1,41 bilhão, maior da série histórica, com crescimento de 179% em relação a 2021.
Distribuição regional e políticas públicas
O FSA destinou R$ 2 bilhões em 2025, sendo R$ 564 milhões para novas obras e R$ 411 milhões para modernização de estúdios. Os Arranjos Regionais mobilizaram R$ 662 milhões para produção em todas as regiões do país, com 70% dos editais direcionados ao Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Durante o lançamento do Plano de Diretrizes e Metas para o Audiovisual Brasileiro 2026–2035, a ministra Margareth Menezes destacou a retomada do diálogo com a Ancine e o setor. “A retomada do investimento federal no cinema e na cultura como um todo é uma conquista conjunta”, afirmou.
Democratização e acesso
A Cota de Tela foi renovada até 2026, garantindo espaço para filmes nacionais nos cinemas. Um edital de R$ 60 milhões foi criado para distribuição de produções independentes. O Programa Rouanet Festivais Audiovisuais, com R$ 17 milhões, apoia eventos em regiões com menos investimentos culturais.
Editais passaram a ter cotas obrigatórias: 50% para mulheres e 25% para pessoas negras, indígenas ou com deficiência. O governo também ampliou o apoio à participação brasileira em festivais como Cannes e Berlim.
Plataforma Tela Brasil
No primeiro semestre de 2026, será lançada a Plataforma Tela Brasil, um streaming público e gratuito com catálogo 100% nacional. Desenvolvida com a UFAL, a ferramenta prioriza diversidade, acessibilidade e uso pedagógico em escolas públicas.
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