**Usuários de ônibus em BH enfrentam falta de abrigos em 64% dos pontos**
Em Belo Horizonte, apenas 3.063 dos 9.590 pontos de ônibus possuem abrigos, segundo dados da Prefeitura. A ausência de cobertura expõe passageiros às condições climáticas enquanto aguardam o transporte público.
Um Projeto de Lei em tramitação na Câmara Municipal propõe a instalação de abrigos e placas informativas em todos os pontos. A proposta, de autoria da vereadora Loíde Gonçalves (MDB), já foi aprovada em primeiro turno e aguarda votação final.
Maria das Graças Oliveira, 65 anos, relata dificuldades diárias: “É um absurdo esperar em pé, sem proteção. O ônibus chega lotado, e a passagem só aumenta”. Em 2026, a tarifa subiu 8,7%, passando de R$ 5,75 para R$ 6,25.
Loíde Gonçalves defende que os abrigos melhorem a segurança e o conforto: “É o mínimo para proteger os usuários. Eles também podem ser usados para campanhas públicas, como combate à violência doméstica”.
**Impactos da falta de estrutura**
Silvestre Andrade, especialista em trânsito, explica que a falta de abrigos desestimiva o uso do transporte coletivo: “Sem conforto na espera, as pessoas optam por carros ou aplicativos”. Ele ressalta que os abrigos são prioritários em corredores de grande movimento.
A instalação de placas informativas também é vista como essencial para facilitar a vida dos passageiros. Rudson Paixão, relator do PL, afirma que a medida promove transparência e eficiência no sistema.
A Prefeitura de Belo Horizonte não respondeu sobre planos para expandir os abrigos. O projeto segue em análise, com expectativa de aprovação ainda este ano.
