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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) assinaram um protocolo para ampliar a preservação do acervo do Museu de Folclore Edison Carneiro, considerado o maior do país em cultura popular. A cerimônia ocorreu nesta sexta-feira (13) no Rio de Janeiro.
De acordo com o Ministério da Cultura, o acordo prevê a cessão de uma área nos jardins do Museu da República para expandir a reserva técnica do museu, que integra o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan). O espaço atual, criado em 1980, tornou-se insuficiente para o acervo de mais de 20 mil itens.
O diretor do CNFCP, Rafael Barros Gomes, afirmou que o protocolo é um passo importante para garantir melhores condições de preservação. “Esse acervo reúne décadas de pesquisa e diálogo com as culturas populares brasileiras”, disse.
O presidente do Iphan, Leandro Grass, destacou que a iniciativa reforça o compromisso das instituições com o acesso da sociedade ao patrimônio cultural. “A cultura popular, como patrimônio público, precisa cumprir esse papel”, afirmou.
Homenagem a Edison Carneiro
A programação incluiu a inauguração de um mural em homenagem ao folclorista Edison Carneiro, realizado pelo Projeto NegroMuro. A obra integra uma série de intervenções artísticas que destacam personagens históricos negros em espaços públicos.
Criado em 1968, o Museu de Folclore Edison Carneiro recebe continuamente novas peças por meio de pesquisas e doações. O acervo abrange manifestações culturais populares e tradicionais de diversas regiões do Brasil.
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