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Equipes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) visitaram a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, conhecida como Usina de Candonga, em Rio Doce (MG), afetada pelo rompimento da barragem de Fundão em 2015. A ação integra as atividades de gestão do Fundo Rio Doce, criado para financiar ações de reparação na região.
De acordo com o BNDES, a visita técnica ocorreu na última semana e incluiu um encontro com moradores locais no clube da cidade. O objetivo foi coletar informações para orientar as ações de reparação financiadas pelo fundo, que receberá R$ 49,1 bilhões da Samarco ao longo dos próximos anos.
Impactos e ações de recuperação
A barragem de Fundão, parte do complexo minerário da Samarco em Mariana (MG), rompeu-se em novembro de 2015, liberando rejeitos que atingiram a bacia do Rio Doce. A Usina de Candonga, localizada a cerca de 100 km do local do desastre, teve suas comportas fechadas para proteger suas estruturas, acumulando cerca de 10 milhões de metros cúbicos de sedimentos.
Operações de dragagem já removeram aproximadamente 900 mil metros cúbicos de rejeitos, transportados para áreas como a Fazenda Floresta. A equipe do BNDES também visitou esse local durante a agenda.
Preocupações da comunidade
No encontro com moradores, foram levantadas preocupações sobre possível contaminação do solo e recursos hídricos devido à disposição dos rejeitos. De acordo com José Maurício Pereira da Silva, engenheiro civil e morador de Rio Doce, “a usina hidrelétrica é o local onde vai sendo retido o rejeito. Quanto mais tempo passa, mais rejeito se avoluma aqui na nossa região”.
O evento antecedeu uma audiência pública marcada pelo Ibama para discutir o licenciamento ambiental da possível remoção dos rejeitos acumulados no reservatório. José Marcio Lazarini, membro da comissão de atingidos, declarou ser contrário à permanência dos sedimentos no lago.
Contexto do Fundo Rio Doce
O Fundo Rio Doce foi criado em 2024 como parte de um novo acordo de reparação. O BNDES, responsável pela gestão financeira, já repassou mais de R$ 2,1 bilhões para programas como transferência de renda para agricultores, fortalecimento da assistência social e descontaminação de solos.
As liberações de recursos dependem de aprovação pelo Comitê do Rio Doce, instituído pelo Decreto Federal 12.412/2025 e coordenado pela Casa Civil da Presidência da República.
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