A morte de Arthur Henrique, de 24 anos, foi confirmada após seu corpo ser encontrado no Rio das Velhas, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com este caso, o número de mortes relacionadas às chuvas em Minas Gerais no período 2025-2026 sobe para 89, tornando-o o mais letal dos últimos 20 anos.
O jovem desapareceu enquanto auxiliava no escoamento de água de uma residência durante um temporal. De acordo com informações do jornal O Tempo, o solo cedeu e a força da enxurrada o arrastou por aproximadamente 70 km até o local onde o corpo foi localizado, na última sexta-feira (13). O caso de Arthur deverá ser incluído no boletim oficial da Defesa Civil Estadual.
Esta é a segunda morte registrada em Sabará durante o atual período chuvoso. O município já havia registrado a primeira vítima das chuvas no estado, quando Luigi de Jesus Aurichio, de 5 anos, morreu uma semana antes do Natal de 2025.
A criança foi soterrada após o desabamento da residência onde morava no Morro São Francisco. Cinco pessoas estavam no imóvel no momento do desabamento: pai, mãe e três filhos, mas apenas Luigi não resistiu. Devido aos danos, a prefeitura de Sabará decretou situação de emergência na última quinta-feira (12).
Estatísticas do período chuvoso em Minas Gerais
Minas Gerais enfrenta seu período chuvoso mais letal em 20 anos, com 89 mortes confirmadas. O número atual já supera o total de vítimas de 2019/2020, que era o mais grave do recorte histórico, com 74 óbitos. As chuvas que atingiram a Zona da Mata, principalmente Juiz de Fora e Ubá, contribuíram para o aumento dos casos.
Apenas nas duas cidades da Zona da Mata, o temporal deixou 72 mortos. Esse número, isoladamente, já supera o total registrado em 19 dos últimos 20 períodos chuvosos em todo o estado. Além da Zona da Mata, há registros de mortes em Eugenópolis (4), Sabará (2), São Thomé das Letras (1), Pouso Alegre (1), João Pinheiro (1), Santa Rita de Caldas (1), Muriaé (1), Santana do Riacho (1) e Porteirinha (1).
O período chuvoso mais letal até então havia sido o de 2019 a 2020, quando o estado enfrentou eventos climáticos extremos, como a chuva que atingiu Belo Horizonte em janeiro de 2020. Desde então, os registros vinham em queda, com seis mortes no período 2023/2024, uma redução expressiva em relação aos cenários mais críticos.
Histórico de mortes por período chuvoso em Minas Gerais
- Período chuvoso 2025/2026: 89 óbitos
- Período chuvoso 2024/2025: 27 óbitos
- Período chuvoso 2023/2024: 6 óbitos
- Período chuvoso 2022/2023: 22 óbitos
- Período chuvoso 2021/2022: 30 óbitos
- Período chuvoso 2020/2021: 22 óbitos
- Período chuvoso 2019/2020: 74 óbitos
- Período chuvoso 2018/2019: 18 óbitos
- Período chuvoso 2017/2018: 12 óbitos
- Período chuvoso 2016/2017: 18 óbitos
- Período chuvoso 2015/2016: 4 óbitos
- Período chuvoso 2014/2015: 6 óbitos
- Período chuvoso 2013/2014: 23 óbitos
- Período chuvoso 2012/2013: 24 óbitos
- Período chuvoso 2011/2012: 20 óbitos
- Período chuvoso 2010/2011: 23 óbitos
- Período chuvoso 2009/2010: 20 óbitos
- Período chuvoso 2008/2009: 44 óbitos
- Período chuvoso 2007/2008: 20 óbitos
- Período chuvoso 2006/2007: 26 óbitos
