Inauguração da primeira fase do Centro Nacional de Vacinas na UFMG

Advertisement

A primeira fase das obras do Centro Nacional de Vacinas, localizado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi inaugurada na manhã desta segunda-feira (16). O complexo científico tem como objetivo integrar as etapas de pesquisa, desenvolvimento e produção piloto de imunizantes, em uma estrutura considerada inédita no Brasil. O lançamento da obra coincide com os 10 anos de atividades do CTVacinas.

De acordo com a UFMG, a inauguração representa um movimento estratégico para ampliar a capacidade brasileira de desenvolver imunizantes e tecnologias em saúde. A solenidade contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, da reitora Sandra Goulart Almeida e de representantes do governo de Minas, conforme informações apuradas pelo jornal O Tempo.

“A criação dessa infraestrutura coloca o Brasil em outro patamar na área de vacinas. Estamos estruturando um ambiente que integra pesquisa, desenvolvimento e produção piloto, algo fundamental para transformar conhecimento científico em soluções concretas para a saúde pública”, diz o coordenador do CTVacinas, Ricardo Gazzinelli.

Na primeira etapa da construção, foi finalizada a base estrutural do complexo científico, com os dois blocos principais do empreendimento. “Estamos concluindo toda a estrutura da obra dos laboratórios, tanto do bloco de pesquisa e desenvolvimento quanto do bloco que vai abrigar a planta piloto para produção de lotes clínicos de vacinas”, explica Santuza Teixeira, professora da UFMG e uma das coordenadoras do CTVacinas.

Advertisement

A próxima fase será focada na instalação da infraestrutura científica e tecnológica. O objetivo é equipar os espaços com os equipamentos laboratoriais e as instalações necessárias para o funcionamento do Centro Nacional de Vacinas. Segundo a coordenação, esta segunda etapa deve ser iniciada nos próximos meses.

Previsão de funcionamento a partir de 2027

A previsão, segundo informações da UFMG, é que os primeiros laboratórios de pesquisa e desenvolvimento estejam completamente instalados até o fim de 2026. A expectativa é que eles comecem a funcionar no início de 2027, com a finalização da planta de produção dos lotes clínicos ocorrendo ao longo do mesmo ano, de acordo com a professora Santuza Teixeira.

A planta de produção de lotes clínicos, para imunizantes em fase experimental, representa um avanço para o país, pois essa etapa era realizada no exterior. “O prédio de pesquisa e desenvolvimento terá estruturas semelhantes às que vemos em instituições como o Instituto Butantan e a Fiocruz. Mas a planta destinada à produção de lotes clínicos é algo realmente único no Brasil”, garantiu Santuza.

A medida permitirá que pesquisadores brasileiros acelerem o desenvolvimento de novos imunizantes, reduzindo etapas logísticas do processo. “Essa estrutura vai permitir não só avançar mais rapidamente com os projetos do CTVacinas, mas também apoiar pesquisas conduzidas por cientistas de todo o país”, prevê a coordenadora do CTVacinas.

Advertisement

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *