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Pesquisadoras do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) reforçam a produção científica voltada à proteção da biodiversidade brasileira. Em março, mês que celebra o protagonismo feminino, o instituto destaca o trabalho de analistas ambientais que atuam na área de pesquisa.
De acordo com dados do Plano Nacional de Pós-Graduação 2025-2029 (PNPG), as mulheres são maioria entre as pessoas que concluem doutorado no Brasil há mais de 20 anos. No entanto, ainda enfrentam desafios para alcançar posições de liderança na ciência.
“Os desafios são inerentes à nossa sociedade patriarcal. É mais difícil para uma mulher assumir cargos por conta da dupla jornada”, afirma uma analista ambiental do ICMBio.
Contribuições científicas
No ICMBio, as pesquisadoras desenvolvem estudos que orientam políticas públicas e estratégias de conservação. Os trabalhos são realizados nos 14 centros nacionais de pesquisa do instituto, especializados em temas como espécies ameaçadas, monitoramento ambiental e manejo de recursos naturais.
Carla Polaz, coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Aquática Continental (CEPTA), destaca a importância da diversidade de perspectivas: “Quando há diferença, há evolução, há ganho”.
Com quase 20 anos de ICMBio, Polaz participou da construção dos protocolos aquáticos do Programa Monitora. “O Brasil detém a maior biodiversidade do planeta. Temos muito a descobrir”, afirma a pesquisadora, doutora pela USP.
Projetos de conservação
Danielle Paludo, mestra em Ciências Biológicas, teve suas pesquisas sobre aves utilizadas como base para a criação de unidades de conservação em São Paulo. Ela coordenou o Planejamento para a Conservação das Aves Limícolas Migratórias, desenvolvido pelo CEMAVE.
“Esse foi um trabalho lindo. Foi uma oportunidade incrível de trabalhar com pesquisadores nacionais e internacionais”, relata Paludo sobre o projeto.
As pesquisadoras também destacam a importância de inspirar novas gerações. “Sejam autênticas, trilhem seu próprio caminho e se inspirem em mulheres que romperam barreiras antes de nós”, aconselha Carla Polaz.
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