Servidores estaduais da educação iniciam campanha salarial de 2026

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Os trabalhadores da educação estão em greve desde o dia 4 de março. A principal reivindicação é um reajuste de 41,83%, que, segundo a categoria, corresponde às perdas acumuladas entre 2019 e 2025. O tema será debatido na audiência pública solicitada pela deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), no Plenarinho II da ALMG.

Além da reposição das perdas, os servidores pedem a aplicação do reajuste previsto na Portaria nº 82 do MEC, de 30 de janeiro de 2026. A portaria oficializa o novo valor do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério em R$ 5.130,63. A categoria solicita que este valor seja aplicado ao vencimento inicial das oito carreiras da educação básica do estado.

A discussão ocorre após o governador Romeu Zema (Novo) anunciar um reajuste de 5,4% para todo o funcionalismo público. De acordo com informações do jornal O Tempo, a medida é válida para servidores ativos, inativos e pensionistas. A recomposição salarial será paga de forma retroativa, com validade a partir de 1º de janeiro de 2026.

Embora o índice de 5,4% esteja acima da inflação de 2025, de 4,26%, o reajuste tem sido criticado pelos servidores. Conforme noticiado por O Tempo, sindicatos alegam que o percentual não compensa as perdas acumuladas em anos anteriores. A deputada Beatriz Cerqueira, que solicitou a audiência, também considera que a proposta do governo tem pouco impacto na situação das carreiras.

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“Hoje há carreiras da educação com vencimento básico abaixo do salário mínimo, o que mostra o nível de desvalorização dos servidores”, disse a deputada por meio da ALMG. “Um reajuste de 5,4% tem repercussão muito pequena na vida dos servidores, especialmente em carreiras que já enfrentam salários baixos e distorções salariais.”

Na semana passada, o governador Romeu Zema afirmou, em entrevista ao jornal O Tempo, que o reajuste proposto seria o máximo possível. Segundo ele, a situação fiscal do Estado de Minas Gerais não permitiria um aumento maior na folha de pagamento, considerando as limitações da Lei de Responsabilidade Fiscal.

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