Um jovem de 21 anos foi alvo de uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) contra a exploração sexual infantojuvenil na internet, na última terça-feira (17), em Itabira, na região Central do estado. Durante a ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão, resultando na coleta de dispositivos eletrônicos que podem conter provas da participação do investigado em uma rede internacional.
De acordo com informações do jornal O Tempo, os equipamentos apreendidos serão submetidos à perícia técnica para a extração de dados, como mensagens, áudios e vídeos. O objetivo é confirmar a autoria dos crimes e dimensionar o envolvimento do suspeito no esquema criminoso que está sendo investigado pelas autoridades policiais da região.
A investigação teve início após a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Itabira receber um dossiê da Polícia Federal. O material continha informações da Interpol e de polícias europeias, no contexto da operação internacional Tier Down. A partir dos dados, foi instaurado um inquérito para apurar a atuação de brasileiros na rede criminosa.
Segundo a polícia, o grupo operava por meio de aplicativos de mensagens e plataformas de transmissão ao vivo, utilizadas para compartilhar conteúdos de abuso sexual infantil. No caso investigado em Itabira, o cruzamento de dados telemáticos levou à identificação do jovem suspeito, que agora é alvo principal da apuração das autoridades locais.
Ainda conforme a PCMG, foram localizados diversos arquivos ilícitos associados ao investigado, incluindo vídeos de abusos que, segundo apurações preliminares, envolvem crianças com idades entre 7 e 10 anos. O material estaria armazenado em contas de nuvem vinculadas ao suspeito, que foram identificadas durante o processo de investigação da polícia.
“A integração entre as forças de segurança internacionais, a Polícia Federal e a Polícia Civil é fundamental para desmantelar redes que operam nas sombras do ambiente digital”, afirmou o delegado João Martins Teixeira Barbosa, envolvido no caso. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a extensão da rede criminosa em atuação no país.
