Três pessoas foram presas na última terça-feira (17), durante a Operação Kodama, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A ação investiga um esquema de exploração ilegal de carvão vegetal e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, no Distrito Federal e em Sergipe, com a solicitação de bloqueio judicial de até R$ 112 milhões em bens.
Em Minas Gerais, as ordens judiciais foram executadas em Belo Horizonte, Três Marias, Elói Mendes e Águas Vermelhas. A operação também abrangeu sete municípios no Norte de Minas: Várzea da Palma, Taiobeiras, Coração de Jesus, Francisco Sá, Indaiabira, Ubaí e Rio Pardo de Minas. A ação policial ocorreu de forma simultânea nos três estados que são alvos da investigação em andamento.
De acordo com o jornal O Tempo, a investigação aponta que os alvos usavam documentos ambientais falsos para inserir carvão de origem ilegal no mercado formal. A suspeita é que toneladas do produto, provenientes de mata nativa explorada de forma irregular, estavam sendo comercializadas como se sua origem fosse legal, enganando os órgãos de fiscalização ambiental e também os consumidores finais do produto.
A polícia identificou mais de 85 pessoas e empresas envolvidas em movimentações financeiras que superam R$ 55 milhões. As apurações da PCMG revelaram ainda que uma das empresas investigadas chegou a movimentar um valor correspondente a 11 vezes o seu faturamento declarado em um período de apenas três meses, o que reforça os indícios de lavagem de dinheiro para o esquema criminoso.
Apreensões
Durante o cumprimento dos mandados, a operação resultou na apreensão de uma arma, drogas, uma motocicleta com chassi suprimido e munições de diversos calibres. Também foram recolhidos mais de R$ 30 mil em espécie, moedas estrangeiras, cheques, registros de imóveis, celulares, tablets, computadores e diversos documentos considerados pertinentes para o andamento da investigação em curso pela Polícia Civil de Minas Gerais.
Em um dos endereços alvo da ação, na cidade de Taiobeiras, os policiais encontraram R$ 27.650 em espécie. Já em Brasília, foi apreendido o valor de R$ 5.500, além de moedas estrangeiras, sendo 1.330 yuan (chinesa), 50.000 ienes (japonesa) e 269 dólares americanos. No mesmo local, os policiais localizaram dois notebooks, um celular, um microcomputador, um tablet e documentos diversos.
