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Núcleos de Estudo em Agroecologia (NEAs) de todo o país se reuniram entre 17 e 19 de março para fortalecer ações e ampliar a articulação em torno da produção orgânica e da agricultura familiar. O encontro foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e contou com a participação de representantes de instituições de ensino, movimentos sociais e órgãos governamentais.
De acordo com o MDA, a reunião faz parte do monitoramento de projetos financiados por uma chamada pública do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que destinou R$ 22 milhões a 74 propostas. A maioria dos projetos aprovados está na região Nordeste, onde a agricultura familiar tem forte presença.
Ernesto Galindo, coordenador-geral de Monitoramento e Avaliação do MDA, afirmou que os NEAs dialogam com políticas públicas como florestas produtivas, Da Terra à Mesa e Quintais Produtivos. “Estamos fazendo esforço para ampliar os recursos e fortalecer a agroecologia dentro da agricultura familiar”, disse.
Integração entre políticas públicas
O objetivo do encontro foi fortalecer a atuação em rede entre os núcleos, melhorando a implementação de políticas públicas voltadas à agroecologia. Também foram discutidos métodos de monitoramento e avaliação para garantir a continuidade das ações.
Ynaiá Masse Bueno, secretária-executiva suplente da Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica, destacou o papel dos NEAs na operacionalização de políticas nos territórios. “Eles funcionam como engrenagem para conectar universidades, agricultores e comunidades tradicionais”, afirmou.
Os projetos dos NEAs envolvem ensino, pesquisa e extensão, com foco em sistemas alimentares sustentáveis, bioinsumos, sementes crioulas e certificação participativa. Entre os resultados esperados estão a formação de agentes multiplicadores e a produção de materiais pedagógicos.
O MDA informou que a estratégia inclui encontros nacionais e regionais para avaliar continuamente os projetos e ampliar seu impacto. A iniciativa busca promover segurança alimentar, sustentabilidade e valorização dos saberes locais.
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