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O programa Crédito do Trabalhador completou um ano em março de 2026 com R$ 117,1 bilhões em empréstimos contratados desde o lançamento. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, o valor inclui R$ 94,2 bilhões entre março e dezembro de 2025 e R$ 26,3 bilhões de janeiro a março de 2026.
Foram registrados 20.942.414 contratos, beneficiando 9.474.437 trabalhadores, com valor médio de R$ 12.359,92 por pessoa. Mais de R$ 33,2 bilhões foram destinados a trabalhadores que recebem entre um e quatro salários mínimos.
Janeiro de 2026 teve o maior volume de contratações, com R$ 13,1 bilhões em empréstimos. A taxa média de juros mensal é de 3,67%, inferior a modalidades como cartão de crédito e CDC.
Distribuição regional
O Sudeste liderou os empréstimos, com R$ 40,2 bilhões, seguido por Sul (R$ 13,7 bilhões), Nordeste (R$ 12,1 bilhões), Centro-Oeste (R$ 5,4 bilhões) e Norte (R$ 3,9 bilhões). São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul concentraram o maior número de operações.
Instituições participantes
Das 166 instituições financeiras habilitadas, 100 já concedem empréstimos. Itaú Unibanco, Banco Parati, Banco do Brasil, Banco Pan, Santander Brasil, C6 Bank e Caixa Econômica Federal estão entre os bancos com maior volume.
Perfil dos trabalhadores
Trabalhadores de empresas com 1.000 ou mais funcionários lideraram as contratações, com 7.814.743 operações. A maior parte dos empréstimos foi registrada entre pessoas de 50 a 59 anos (11.147.671 contratos).
Empregados domésticos com carteira assinada tiveram acesso ao programa, com 34.488 contratos e valor médio de R$ 2.669 por trabalhador. O total emprestado para essa categoria foi de R$ 80,3 milhões.
Sobre o programa
Lançado em 21 de março de 2025, o Crédito do Trabalhador permite que empregados celetistas, domésticos, rurais e outros com direito ao FGTS solicitem empréstimos em instituições credenciadas. O programa substitui dívidas mais caras por crédito com juros menores.
Valores mensais do Crédito do Trabalhador (sem contratos migrados):
- Março/2025: R$ 1,3 bilhões
- Abril/2025: R$ 3,4 bilhões
- Maio/2025: R$ 2,2 bilhões
- Junho/2025: R$ 2,6 bilhões
- Julho/2025: R$ 4,7 bilhões
- Agosto/2025: R$ 5,7 bilhões
- Setembro/2025: R$ 6,3 bilhões
- Outubro/2025: R$ 8,0 bilhões
- Novembro/2025: R$ 9,0 bilhões
- Dezembro/2025: R$ 9,3 bilhões
- Janeiro/2026: R$ 13,1 bilhões
- Fevereiro/2026: R$ 11,8 bilhões
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