O Brasil alcançou a marca de 30 milhões de emissões da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), conforme dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A primeira emissão do documento, que adota um padrão único em todo o país, é gratuita. A CIN utiliza a biometria como base para a concessão e renovação de benefícios de seguridade social.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a importância da CIN para reduzir fraudes e melhorar cadastros administrativos, além de oferecer melhores serviços. O documento é baseado no CPF e possui recursos avançados de segurança, como QR Code, tanto na versão física quanto digital, garantindo autenticidade e dificultando falsificações.
Emissão e Segurança
A CIN está disponível em todos os estados, sendo necessário apresentar certidão de nascimento ou casamento para sua emissão. O documento possibilita acesso mais seguro aos serviços digitais do portal GOV.BR, com a expectativa de que, no futuro, esses serviços sejam ofertados de forma mais automatizada.
Durante um evento sobre transformação digital, o presidente Lula assinou um decreto que regulamenta o uso da biometria na concessão e renovação de benefícios da seguridade social. A implementação será gradual, permitindo que beneficiários atuais tenham mais tempo para se adequar.
Aplicativo e Proporção de Emissões
Foi lançado um aplicativo oficial para validação gratuita dos dados da CIN, permitindo verificar se o QR Code foi emitido pelo ministério. O aplicativo opera em modo detalhado e parcial, mesmo offline, para verificar CPF e data de nascimento.
O Piauí lidera em emissões proporcionais, com 37% da população já possuindo a CIN. Outros estados com alta proporção incluem Acre, Alagoas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Em termos absolutos, São Paulo lidera com 4 milhões de emissões, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Distribuição por Regiões e Faixa Etária
Na divisão por regiões, o Sudeste concentra o maior número de emissões, seguido por Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte. A faixa etária entre 15 e 19 anos representa a maioria das emissões, seguida pelas faixas de 10 a 14 anos e 25 a 29 anos.
Inclusão de Pessoas com Deficiência
A nova carteira pode incluir símbolos que identificam pessoas com deficiência visual e/ou auditiva, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência intelectual. Até 23 de julho de 2025, mais de 493 mil emissões foram para pessoas com deficiência, com destaque para registros de indivíduos com TEA, deficiência intelectual, física, visual e auditiva.
Para mais informações sobre a emissão da CIN, acesse o site oficial do governo.
