Adão de Souza/PBH
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Prefeitura de Belo Horizonte realiza 1ª Mostra de Emendas Impositivas para fortalecer parceria com Legislativo

A Prefeitura de Belo Horizonte realizou, nesta terça-feira (16), a 1ª Mostra de Emendas Impositivas, com o objetivo de fortalecer a parceria entre os poderes Executivo e Legislativo. O evento ocorreu na sede da Prefeitura e permitiu que vereadores interagissem diretamente com as áreas técnicas do Município para conhecer as propostas do catálogo de emendas para 2026.

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As emendas impositivas são um mecanismo legal que permite aos vereadores destinar parte do orçamento municipal a projetos de interesse público. Anualmente, 1% da receita corrente líquida do município é reservado para esse fim. Para 2026, espera-se que o valor supere os R$ 190 milhões destinados em 2025, divididos igualmente entre os 41 vereadores.

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, a subsecretária de Emendas Parlamentares Municipais, Lídia Vasconcellos, destacou que, pela primeira vez, o catálogo de propostas foi elaborado com sugestões do Legislativo. “Pela primeira vez, não construímos um catálogo apenas com o olhar do Executivo. Pedimos sugestões ao Legislativo, e muitas delas foram incluídas”, afirmou. Durante o evento, representantes de todas as secretarias puderam detalhar as propostas e esclarecer dúvidas.

Diálogo entre os poderes

O presidente da Câmara Municipal, Professor Juliano Lopes, elogiou a iniciativa e ressaltou a importância do evento para o diálogo entre os poderes. “Estou como vereador há 12 anos e, até hoje, nunca tive a oportunidade de conhecer de perto o trabalho relacionado às emendas parlamentares. Espero que os vereadores façam suas indicações e que essas emendas cheguem diretamente à ponta, beneficiando quem realmente precisa. Parabéns à Prefeitura por promover esse debate, por envolver os vereadores e por trazer a Câmara Municipal para perto”, declarou.

Lídia Vasconcellos enfatizou que o objetivo da Mostra foi fortalecer o diálogo entre os poderes e construir políticas públicas relevantes para a cidade de forma colaborativa. Ela explicou que a escolha das propostas do catálogo não é obrigatória, mas as propostas incluídas já passaram por avaliação técnica e financeira, garantindo sua viabilidade. Os vereadores têm liberdade para apresentar sugestões próprias, que serão analisadas posteriormente pelas equipes da Prefeitura.

A subsecretária reforçou que, por lei, ao menos 50% dos recursos das emendas impositivas devem ser destinados à área da saúde. O restante pode ser indicado para outras áreas de atuação do Município, respeitando o limite de 25% para execução indireta via organizações da sociedade civil. “O vereador tem uma grande liberdade de escolher o tema, respeitando as disposições legais e os percentuais mínimos. Ele pode, por exemplo, indicar os 50% para a saúde e os 50% restantes para programas e projetos relacionados às suas pautas políticas”, concluiu Lídia Vasconcellos.

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