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Ex-superintendente da Supram denuncia corrupção envolvendo governo e mineradoras

O ex-superintendente da Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram Central), Daniel dos Santos Gonçalves, denunciou um esquema de corrupção envolvendo o governo de Minas Gerais e mineradoras. Segundo informações do jornal O Tempo, Daniel, que é servidor de carreira e foi aprovado em primeiro lugar no concurso para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais (Semad), pediu exoneração após identificar irregularidades na liberação de mineração na serra do Curral.

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Em depoimento aos investigadores, Daniel afirmou que revogou atos que permitiam a mineração irregular e que passou a ser perseguido por isso. “Pedi minha exoneração do cargo por entender que estaria diante de um verdadeiro esquema de corrupção”, declarou. O depoimento faz parte de um inquérito da Polícia Federal que investiga a atuação de empresas como Mineração Gute Sicht Ltda e Global Fleurs.

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que membros de órgãos públicos ambientais foram cooptados para facilitar a aprovação de projetos minerários. Conversas telefônicas e movimentações financeiras revelaram o envolvimento de servidores, incluindo Débora Maria Ramos do Nascimento França, ex-superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Minas Gerais. Ela teria recebido mais de meio milhão de reais para influenciar decisões técnicas.

Investigação e desdobramentos

A investigação aponta que o esquema envolve membros do alto escalão da Semad, do governo de Minas e da Agência Nacional de Mineração (ANM). Entre os citados estão Rodrigo Gonçalves Franco, presidente da FEAM, e outros servidores de cargos importantes. A ANM afirmou que não foi oficialmente comunicada pela PF, mas reiterou seu compromisso com a legalidade e a colaboração com as autoridades.

O governo do Estado de Minas Gerais garantiu que colaborará com as investigações e prometeu exonerar os envolvidos. Daniel dos Santos Gonçalves, que agora atua em outra área da secretaria, expressou alívio com a operação da PF, afirmando que sempre buscou cumprir seu dever como servidor público.

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