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Profissional do Mais Médicos relata experiência com o SUS e retorno ao mercado de trabalho

O Sistema Único de Saúde (SUS) é uma referência mundial em assistência médica, contando com a colaboração de 3,5 milhões de profissionais em todo o Brasil. Entre eles, estão gestores, médicos, enfermeiros, agentes de saúde, fisioterapeutas, dentistas, psicólogos e residentes, que atuam em diversas unidades de saúde espalhadas pelos 5.570 municípios do país.

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De acordo com o Ministério da Saúde, o SUS, em seus 35 anos de existência, é o cenário de importantes iniciativas, como o Programa Mais Médicos. Este programa assegura assistência a cerca de 67 milhões de pessoas, com mais de 26 mil profissionais atuando em 4,5 mil municípios, muitos deles com altos níveis de vulnerabilidade social.

O médico Walder Amaral, integrante do Mais Médicos em Natal (RN), compartilhou sua experiência com o SUS. Após sofrer um acidente de carro que resultou na perda irreversível de sua visão, Walder foi atendido pelo SUS, passando por procedimentos de reconstrução facial e dentários, além de um longo período de reabilitação. “O SUS que cuidou de mim foi o mesmo que me acolheu de volta ao mercado de trabalho como médico”, relatou.

Iniciativas de Formação e Capacitação

Outras ações de destaque no SUS incluem o Mais Saúde com Agente, que qualifica Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias por meio de cursos semipresenciais. Este programa tem valorizado e ampliado o conhecimento de diversos profissionais, como Maicon de Mattos, agente de saúde em Mendes (RJ).

O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) também se destaca, promovendo a formação prática de estudantes de graduação em saúde e aprimorando as competências dos profissionais de saúde e docentes. Em suas 12 edições, o programa já contemplou cerca de 1,2 mil projetos, oferecendo mais de 70 mil bolsas em todo o Brasil.

O Ministério da Saúde é o maior financiador de bolsas do país, garantindo recursos para o Programa de Residências em Saúde. Em 2025, foram custeadas 31,3 mil bolsas em 3,3 mil programas, abrangendo 120 especialidades médicas e 35 áreas de especialização para outras profissões da saúde.

Cristina Sette, médica sanitarista, destacou a importância de sua residência para sua carreira no SUS. “A oportunidade de estudar e aprender durante dois anos em serviço sob supervisão, recebendo uma bolsa do governo brasileiro, foi fundamental para o desenvolvimento de habilidades necessárias para a atuação no SUS”, afirmou.

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