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O Ministério da Saúde recebeu mais de 100 mil unidades do Implanon, implante subdérmico contraceptivo, que será distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A entrega ocorreu nesta sexta-feira (19), no aeroporto de Guarulhos, e contou com a presença do ministro Alexandre Padilha.
De acordo com o Ministério da Saúde, o implante tem duração de até três anos e será disponibilizado gratuitamente para mulheres de 15 a 49 anos. O investimento total no projeto é de R$ 224 milhões, com previsão de distribuição de 1,8 milhão de unidades até 2026.
“Uma novidade que chega ao SUS é a introdução desse medicamento que previne a gravidez, uma revolução que vai garantir acesso gratuito às mulheres de uma medicação que costuma custar muito caro no serviço privado”, afirmou Alexandre Padilha.
A distribuição aos estados e ao Distrito Federal está prevista para outubro, com prioridade para regiões com altos índices de gravidez na adolescência. Profissionais de saúde serão capacitados entre outubro e dezembro de 2025 para a inserção do dispositivo.
O Implanon é classificado como um contraceptivo reversível de longa duração (LARC), método que não depende de uso diário. Além dele, o SUS oferece outros métodos contraceptivos, como DIU de cobre, anticoncepcionais orais e injetáveis, e preservativos.
A decisão de incorporar o Implanon ao SUS foi tomada pela Conitec em julho de 2025. Desde então, o Ministério da Saúde trabalha na atualização de diretrizes, aquisição e capacitação de profissionais para implementação do método.
Foto: João Risi/MS
Sobre o método
O implante subdérmico pode ser utilizado por até três anos, sem necessidade de intervenções durante esse período. Após a remoção, a fertilidade retorna rapidamente, e um novo implante pode ser inserido imediatamente pelo SUS.
Entre os contraceptivos oferecidos pelo SUS, apenas o DIU de cobre e o Implanon são classificados como LARC. Esses métodos são considerados altamente eficazes por não exigirem uso diário.
Foto: João Risi/MS
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