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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) destinará R$ 12,1 bilhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para projetos estruturantes em ciência e tecnologia. O maior volume de recursos está previsto para 2025, com R$ 2,4 bilhões em ações. O programa foi lançado em agosto de 2023.
De acordo com o MCTI, mais da metade dos recursos (R$ 6,5 bilhões) será aplicada em grandes projetos, como o acelerador de partículas Sirius, o laboratório Orion, o supercomputador para IA e o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB). O restante (R$ 4,6 bilhões) financiará infraestrutura de pesquisa descentralizada e programas estratégicos.
A ministra Luciana Santos afirmou que o Novo PAC prioriza inclusão social, sustentabilidade e inovação. Segundo ela, o governo entende a ciência como ferramenta estratégica para enfrentar desafios e melhorar a qualidade de vida da população.
Principais projetos do Novo PAC
Orion NB4: O laboratório de contenção biológica, orçado em R$ 1 bilhão até 2026, será o primeiro da América Latina com nível de biossegurança NB4 e o único no mundo conectado a uma fonte de luz sincrotron.
Sirius Fase 2: O acelerador de partículas receberá R$ 800 milhões até 2026 para ampliação, incluindo dez novas estações de pesquisa. O FNDCT já investiu R$ 300 milhões na conclusão de linhas de luz da Fase 1.
Reator Multipropósito Brasileiro: Com R$ 2,9 bilhões até 2029, o RMB será o principal centro de pesquisa nuclear do país, com aplicações em medicina, indústria e agricultura.
Supercomputador para IA: O equipamento, previsto no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, terá investimento de R$ 1,8 bilhão até 2027 para processamento de dados em áreas como saúde e energia.
Infovias RNP: A expansão da conectividade digital para pesquisa receberá R$ 401,7 milhões até 2025, interiorizando a rede de e-ciência.
Cemaden: O centro de monitoramento de desastres naturais terá R$ 115 milhões até 2026 para modernização e ampliação da cobertura, que passará a atender mais 840 municípios.
Raphael Padula, diretor do Departamento de Fundos e Investimentos do MCTI, destacou que o descontigenciamento do FNDCT permitiu organizar os investimentos em grandes infraestruturas de pesquisa. Atualmente, o ministério acompanha 25 empreendimentos em execução em 15 estados.
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