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Doze vereadores mudaram de voto no projeto Tarifa Zero durante a sessão na Câmara Municipal de Belo Horizonte nesta sexta-feira (3/10). Dos 22 parlamentares que inicialmente assinaram a proposta, apenas dez mantiveram apoio na votação, segundo informações do O TEMPO.
Os vereadores que alteraram seus votos são:
- Arruda (Republicanos)
- Cleiton Xavier (MDB)
- Diego Sanches (Solidariedade)
- Dra. Michelly Siqueira (PRD)
- Irlan Melo (Republicanos)
- Janaína Cardoso (União Brasil)
- Leonardo Ângelo (Cidadania)
- Neném da Farmácia (Mobiliza)
- Osvaldo Lopes (Republicanos)
- Rudson Paixão (Solidariedade)
- Tileléo (PP)
- Wanderley Porto (PRD)
De acordo com o O TEMPO, a prefeitura teria pressionado vereadores com cargos indicados na administração municipal. Parlamentares foram convocados à sede do governo na quinta-feira (2/10). A prefeitura não se pronunciou sobre a votação até o fechamento da reportagem.
Três vereadores confirmaram apoio ao projeto no início da semana, mas votaram contra: José Ferreira (Podemos), Lucas Ganem (Podemos) e Rudson Paixão (Solidariedade). José Ferreira alegou discordar da proposta que prevê contribuição de empresas para custear o sistema.
“Quem tem que assumir é a prefeitura, junto com o governo do estado e o governo federal”, declarou Ferreira, que negou pressão de entidades empresariais ou da prefeitura. Lucas Ganem afirmou que o projeto precisaria de ajustes para não onerar empresários.
Rudson Paixão justificou a mudança citando “mudanças significativas” no cenário municipal. O projeto foi rejeitado por 30 votos contra 10. O presidente da Câmara, Juliano Lopes (Podemos), não votou.
O vereador Edmar Branco (PCdoB) manteve apoio ao Tarifa Zero, contrariando expectativas de alinhamento com a prefeitura. Já Helton Júnior (PSD) deixou o cargo de vice-líder após indicação da prefeitura sobre incompatibilidade com voto favorável.
Segundo informações do O TEMPO, a Secretaria Municipal de Governo deve criar grupo de trabalho para estudar o contrato de ônibus, que vence em 2028, e avaliar possibilidade de tarifa zero ou redução para alguns grupos.
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Contexto da votação
O projeto Tarifa Zero previa gratuidade no transporte público em Belo Horizonte, com parte do custeio vindo de contribuição empresarial. Empregadores com mais de 10 funcionários pagariam R$ 168,82 por trabalhador mensalmente, substituindo o vale-transporte.
A proposta gerou debates nos últimos meses, com críticas de entidades empresariais sobre possíveis impactos econômicos. A CDL, AC Minas e Fiemg enviaram ofícios aos vereadores alertando sobre riscos de demissões.
A prefeitura não apresentou posição oficial sobre o projeto antes da votação. O secretário municipal de Governo, Guilherme Daltro, deve anunciar nos próximos dias o grupo de trabalho para análise do sistema de transporte.
