O cenário político em Minas Gerais se intensifica com a aproximação das eleições de 2026, marcadas para 4 de outubro. As negociações para a composição das chapas, incluindo cargos de vice e vagas no Senado, estão em andamento, com destaque para a disputa pelo Palácio Tiradentes. De acordo com informações do O Tempo, o senador Cleitinho (Republicanos) é um dos nomes mais cotados, sendo alvo de interesse de partidos como PL e MDB.
Cleitinho, que ganhou notoriedade na internet e teve uma votação expressiva em 2022, é considerado uma figura central na sucessão do atual governador Romeu Zema (Novo). O PL, além de buscar aliança com o Republicanos, considera lançar o deputado federal Nikolas Ferreira à reeleição, visando aproveitar sua popularidade como puxador de votos.
O vice-governador Mateus Simões (Novo) também está no centro das articulações. Ele expressou interesse em suceder Zema, mas enfrenta um “cabo de guerra” entre seu partido e o PSD, que busca sua filiação. A possível candidatura de Simões pelo PSD depende da desfiliação do senador Rodrigo Pacheco, que pode se filiar ao União Brasil.
Movimentações Partidárias e Alianças
O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, está em busca de um novo partido após deixar o PSD, onde concorreu ao governo em 2022. O MDB, por sua vez, considera formar uma chapa com Cleitinho ou lançar Tadeu Leite, presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, como candidato ao governo.
O PT, que governou Minas Gerais entre 2015 e 2018, deve atuar como coadjuvante nas próximas eleições. Apesar do apoio do presidente Lula ao senador Rodrigo Pacheco, a legenda não tem garantias de participação na chapa. A prefeita de Contagem, Marília Campos, também apoia Pacheco, mas não deve se candidatar ao governo.
As movimentações políticas em Minas Gerais refletem a busca por alianças estratégicas e a definição de candidaturas para o próximo pleito, com partidos tentando consolidar suas posições e influências no cenário estadual.
