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Minas Gerais lidera a expansão de salas de cinema no Brasil, com nove dos 50 municípios que passaram a contar com espaços de exibição em 2025, segundo dados da Agência Nacional de Cinema (Ancine). O crescimento ocorre mesmo com a concorrência de plataformas de streaming e downloads.
O país registrou um aumento de 80 salas desde fevereiro de 2020, totalizando 3.551 espaços. Em Minas, cidades com menos de 100 mil habitantes, como João Monlevade e Monte Carmelo, foram as principais beneficiadas.
De acordo com Alex Braga Muniz, diretor-presidente da Ancine, Minas tem tradição cultural e demanda reprimida. “Desde 2020, nove municípios entraram no circuito, o maior crescimento do país”, afirma. Ele destaca políticas locais e o esforço nacional de interiorização.
Oito em cada dez novas salas estão em cidades com menos de 100 mil habitantes. Muniz ressalta que a expansão cria novos públicos e movimenta economias locais, mesmo com os desafios do streaming e da pandemia.
O Nordeste foi a região com maior crescimento, com 32 novas unidades. Segundo Muniz, o Fundo Setorial do Audiovisual oferece condições especiais para áreas com déficit histórico, unindo investimento privado e políticas públicas.
A regulamentação do Video on Demand (VoD) pode fortalecer o setor, garantindo um prazo mínimo para exibição nos cinemas antes das plataformas. “Isso incentiva a ida do público às salas”, afirma Muniz.
Joelma Gonzaga, secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, destaca a necessidade de interiorização. “A maioria da população não tem acesso à sala de cinema”, afirma. Um estudo georreferenciado está em andamento para identificar espaços culturais que possam se adaptar.
Joelma também aguarda a regulamentação do VoD. “As plataformas estão no Brasil há 15 anos sem contribuir com o setor”, afirma. Ela espera uma resolução rápida, com apoio do Congresso e do governo.
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**Fonte:** O Tempo
