Brasil registra queda histórica na insegurança alimentar
O Brasil atingiu, em 2024, o menor patamar de insegurança alimentar da história, igualando o recorde registrado em 2013. De acordo com dados divulgados pelo IBGE, por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), a proporção de domicílios em insegurança alimentar grave caiu para 3,2%.
Em termos absolutos, dois milhões de pessoas saíram da fome em um ano. Em 2023, 4,1% dos domicílios estavam em insegurança alimentar grave. A redução ocorreu tanto em áreas rurais quanto urbanas, além de todas as regiões do país.
Segurança Alimentar em Ascensão
O percentual de segurança alimentar subiu de 72,4% em 2023 para 75,8% em 2024, incluindo 8,8 milhões de pessoas nesse patamar. A proporção de domicílios com algum grau de insegurança alimentar recuou de 27,6% para 24,2%, representando 2,2 milhões de lares a menos nessa condição.
Segundo o IBGE, a insegurança alimentar leve caiu de 18,2% para 16,4%, a moderada de 5,3% para 4,5%, e a grave de 4,1% para 3,2%. As regiões Norte (37,7%) e Nordeste (34,8%) apresentaram as maiores proporções de insegurança alimentar nos três níveis.
Perfil dos Domicílios Afetados
A insegurança alimentar atingia mais domicílios em áreas rurais (31,3%) do que em zonas urbanas (23,2%). Em 59,9% dos lares com insegurança alimentar, mulheres eram as responsáveis, enquanto homens estavam à frente em 40,1% dos casos.
Pessoas pardas eram responsáveis pelo lar em 54,7% dos domicílios com insegurança alimentar, seguidas por brancas (28,5%) e pretas (15,7%). Nos casos graves, a participação de domicílios com responsável pardo subiu para 56,9%.
Fatores Associados
A insegurança alimentar diminui conforme aumenta a idade dos moradores. Enquanto 3,3% da população de 0 a 4 anos e 3,8% de 5 a 17 anos conviviam com insegurança alimentar grave, essa proporção foi de 2,3% entre pessoas com 65 anos ou mais.
Dois em cada três domicílios com renda per capita de até um salário mínimo estavam em insegurança alimentar. Essa proporção sobe para 71,9% entre lares com renda até um salário mínimo no grau moderado ou grave.
A pesquisa classifica a insegurança alimentar em três níveis: leve, moderada e grave. No último caso, a fome passa a ser uma experiência vivida no domicílio, afetando também menores de 18 anos.
