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O número de pessoas em situação de fome no Brasil caiu para o menor patamar da história nos últimos dois anos, segundo dados divulgados pelo IBGE. De acordo com a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), 26,5 milhões de pessoas saíram da insegurança alimentar grave entre 2023 e 2024.
A pesquisa, aplicada na PNAD Contínua do 4º trimestre de 2024, mostra que o percentual de domicílios em insegurança alimentar grave caiu para 3,2%. A redução ocorreu em todas as regiões do país, tanto em áreas urbanas quanto rurais.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o índice de segurança alimentar subiu de 72,4% em 2023 para 75,8% em 2024. Isso representa 8,8 milhões de pessoas a mais com acesso regular a alimentos no período.
Dados históricos
Em 2022, o país registrou 33,1 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave, o equivalente a 15,5% da população. O atual índice de 3,2% retorna ao mesmo patamar de 2013, considerado o menor já registrado.
De acordo com Valéria Burity, secretária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, a redução segue tendência observada em pesquisas internacionais, como as realizadas pela FAO. “Todas as pesquisas mostram essa trajetória de redução acelerada da fome”, afirmou.
O Plano Brasil Sem Fome, lançado em 2023, reúne 80 ações e mais de 100 metas para combater a insegurança alimentar. A estratégia inclui aumento de renda, proteção social e ampliação do acesso a alimentos saudáveis.
Redução de desigualdades
Os dados mostram avanços significativos entre grupos historicamente mais vulneráveis. Domicílios chefiados por pessoas negras, mulheres e residentes nas regiões Norte e Nordeste apresentaram as maiores reduções nos índices de fome.
No meio rural, o índice de insegurança alimentar grave atingiu o menor patamar da série histórica. Nas áreas urbanas, a segurança alimentar passou de 73% para 77% em um ano.
Atualmente, cerca de 6 milhões de pessoas ainda vivem em situação de insegurança alimentar grave no país. O governo federal utiliza sistemas de monitoramento para direcionar políticas públicas a esses grupos.
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