2322-agenciamg

MCTI e Instituto Alana ampliam colaboração em pesquisas sobre endometriose e saúde menstrual

“`

Advertisement

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e o Instituto Alana reforçaram uma parceria para ampliar pesquisas sobre endometriose e saúde menstrual. O acordo foi firmado durante reunião entre a ministra Luciana Santos e o CEO do Instituto Alana, Pedro Hartung, na terça-feira (14).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a endometriose afeta de 10% a 15% das mulheres e meninas no mundo, cerca de 190 milhões de pessoas. No Brasil, estima-se que 8 milhões convivam com a doença, que pode levar até 10 anos para ser diagnosticada.

A endometriose é responsável por aproximadamente 50% dos casos de infertilidade feminina. Além disso, estudos indicam que pacientes perdem em média 10,8 horas de trabalho por semana devido aos sintomas.

Novas iniciativas em pesquisa

O projeto apresentado pelo Instituto Alana prevê a criação de uma Rede Nacional de Informações Clínicas e Cirúrgicas sobre dor pélvica e endometriose. A iniciativa inclui ainda a implementação de biobancos integrados e acompanhamento longitudinal de pacientes.

“Fortalecer a pesquisa científica nessa área é essencial para garantir diagnóstico precoce, tratamento adequado e políticas públicas mais eficazes”, afirmou Luciana Santos durante o encontro.

Pedro Hartung destacou que a parceria marca um novo momento na cooperação com o MCTI. O foco será ampliar a agenda científica sobre endometriose, dor e saúde menstrual.

Impacto na educação e trabalho

Entre adolescentes, a cólica menstrual severa atinge cerca de 25 milhões de brasileiras e é uma das principais causas de absenteísmo escolar. De acordo com o Instituto Alana, 30% a 45% da população jovem sofre com o problema.

A parceria busca enfrentar essas lacunas com base em evidências científicas e inovação tecnológica. As ações devem subsidiar políticas públicas de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento personalizado.

Durante a reunião, foi discutida a proposta de um edital conjunto com o CNPq para pesquisas em saúde menstrual e doenças relacionadas à endometriose.

“`

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *