**Deputados votam contra referendo e facilitam privatização da Copasa**
Por 52 votos a favor e 18 contra, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, na madrugada desta sexta-feira (24/10), em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/2023. A medida elimina a exigência de referendo popular para a venda da Copasa, abrindo caminho para a privatização da empresa.
De acordo com o jornal O Tempo, a votação começou às 18h de quinta-feira (23/10) e se estendeu por toda a madrugada. A base governista manteve presença no plenário, mesmo com a antecipação do feriado legislativo previsto para segunda-feira (27/10).
A oposição tentou obstruir os trabalhos por mais de 10 horas, apresentando requerimentos e discursos contrários à PEC. Após a limitação do tempo de discussão, proposta por líderes governistas, a votação foi acelerada.
Conflitos e argumentos durante a sessão
Parlamentares contrários à proposta solicitaram conferência de quórum várias vezes durante a madrugada. Governistas que haviam deixado o plenário precisaram retornar para evitar a suspensão da sessão.
Apenas deputados da oposição discursaram contra a PEC. Eles argumentaram que não havia urgência na votação, já que o governo federal alterou os prazos para adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
Também destacaram que a Copasa é lucrativa, cumpre papel social e que privatizações no setor de saneamento em outros estados não trouxeram resultados satisfatórios. Outro ponto foi a defesa do direito da população de opinar sobre o destino do patrimônio público.
Mesmo com a presença de trabalhadores da Copasa nas galerias da Assembleia, a base governista manteve-se coesa e garantiu a aprovação da PEC. Com a mudança, o processo de privatização da companhia avança sem a necessidade de consulta popular.
