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O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (24) um investimento de R$ 25 milhões para ampliar a rede de Hospitais Amigo da Criança, com o objetivo de reduzir a mortalidade materna e neonatal. A medida inclui a habilitação de 18 novos hospitais, elevando para 335 o total de unidades no país.
De acordo com o Ministério da Saúde, a iniciativa integra a estratégia nacional de qualificação da atenção à gestante e ao recém-nascido. O valor anual investido no programa passou de R$ 12 milhões para R$ 25 milhões. O anúncio ocorreu em Brasília, Bahia, Pernambuco e Paraná.
No Hospital Universitário de Brasília (HUB), o ministro Alexandre Padilha destacou a importância do cuidado humanizado. “O HUB é um exemplo de hospital amigo da criança. Aqui vemos a dedicação das equipes e a formação de profissionais comprometidos com o acolhimento”, afirmou.
Além dos 18 novos hospitais, 56 unidades estão em processo de atualização para incluir o Cuidado Amigo da Mulher, garantindo a permanência dos pais junto aos recém-nascidos de risco. A medida reforça práticas humanizadas desde o parto até os primeiros dias de vida.
Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2023 foram registradas 1.325 mortes maternas e 40.025 neonatais. A razão de mortalidade materna caiu de 117 para 55,3 por 100 mil nascidos vivos entre 2021 e 2023, mas os números ainda reforçam a necessidade de ampliar a rede de atenção.
Iniciativas complementares
A estratégia Hospital Amigo da Criança, criada em 1992, integra a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança e promove o aleitamento materno. Os hospitais seguem os “10 passos para o sucesso do aleitamento materno”, definidos pela OMS e Unicef.
A ação se soma à Rede Alyne, lançada em 2024, que tem como meta reduzir em 25% as mortes maternas até 2027. O programa já investiu mais de R$ 400 milhões em exames de pré-natal, leitos e bancos de leite humano.
Tratamento para hemofilia
O Ministério da Saúde também anunciou a ampliação do uso do medicamento Emicizumabe no SUS para crianças de 0 a 6 anos com hemofilia A. A proposta já recebeu parecer preliminar favorável da Conitec e está em fase final de análise.
De acordo com o ministério, o tratamento subcutâneo semanal pode beneficiar 1.038 pacientes, reduzindo em mais de 90% os episódios de sangramento. “Será possível oferecer um tratamento mais moderno e seguro”, afirmou Padilha.
Novo acelerador linear
O governo federal entregou um novo acelerador linear em Guaratinguetá (SP), com investimento de R$ 13,1 milhões. O equipamento ampliará o acesso à radioterapia no SUS, beneficiando mais de 600 pacientes por ano.
O programa Agora Tem Especialistas prevê a entrega de 121 aceleradores lineares até o final de 2026.
Edjalma Borges e Isabela Nóbrega
Ministério da Saúde
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