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O projeto Cuidotecas, parte do Plano Nacional de Cuidados, oferece espaços gratuitos e seguros para o cuidado infantil noturno, facilitando a qualificação profissional de mães e responsáveis. A iniciativa visa atender crianças de três a 12 anos, com ou sem deficiência, enquanto seus cuidadores trabalham ou estudam à noite.
De acordo com Maria Carolina Alves, diretora do Departamento de Cuidados da Primeira Infância e da Pessoa Idosa do MDS, a proposta surgiu da falta de serviços noturnos para crianças. “Se você é uma mãe que estuda ou trabalha à noite, não tem onde deixar seu filho”, afirmou.
As cuidotecas funcionam como uma rede de apoio, evitando que crianças acompanhem os pais em salas de aula ou ambientes de trabalho. Segundo a diretora, essa prática prejudica a qualidade do ensino e aumenta a evasão escolar.
Um projeto-piloto está em funcionamento desde março na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). O espaço atende filhos de estudantes, professores e funcionários, com resultados positivos, incluindo a redução de casos de evasão.
Maria Carolina destacou que as cuidotecas não substituem creches, mas oferecem acolhimento fora do horário escolar. As atividades incluem brincadeiras, alimentação e descanso, sempre com acessibilidade.
Modalidades das Cuidotecas
Existem quatro tipos de cuidotecas: em espaços educacionais (como a UFF), em locais de qualificação profissional (como os Institutos Federais do Mulheres Mil), em bases territoriais (nove capitais contempladas) e em eventos de participação social.
O podcast “Fala MDS”, que abordou o tema, está disponível nas plataformas Spotify, Amazon, Deezer, Apple Podcasts e SoundCloud.
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