**Manifestantes se reúnem na Praça Raul Soares contra a privatização da Copasa**
Manifestantes ocuparam a Praça Raul Soares na manhã deste sábado (1/11) para protestar contra a proposta do governo de Minas Gerais de privatizar a Copasa. A concentração, que segue até 11h30, deve culminar em uma caminhada até a Praça Sete, onde será realizada panfletagem contra a venda da empresa.
De acordo com o jornal *O Tempo*, um carro de som está estacionado no local, e manifestantes exibem bandeiras e cartazes contra a privatização. O trânsito na região não foi interrompido.
Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), está prevista para esta semana a votação da PEC 24/2023, que elimina a necessidade de referendo popular para a venda da companhia. Caso aprovada, a decisão ficará a cargo exclusivo dos deputados estaduais.
Na primeira votação, em 24 de outubro, o governo obteve 52 votos a favor e 18 contra, próximo do mínimo necessário para aprovação. O Sindágua, sindicato que representa os trabalhadores da Copasa, busca convencer parlamentares da base governista a mudarem seus votos.
Estratégia e mobilização
Eduardo Pereira, presidente do Sindágua, afirmou que os manifestantes estão pressionando deputados em suas bases eleitorais. “Estamos colocando os ‘santões’ na base dos deputados, não é aqui em Belo Horizonte. Queremos conscientizar a sociedade sobre o que é a PEC 24”, disse.
Para manter o ânimo, os organizadores convidaram artistas para apresentações de samba e MPB. Entre os participantes, famílias como a de Breno Marques, que compareceu com a esposa e a filha de dois anos. “A retirada do referendo popular é um ato de violência contra o povo”, declarou.
O protesto também teve manifestações de cunho político, com declarações de apoio ao presidente Lula (PT) e críticas ao governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato à presidência em 2026.
