“`
O Governo de Minas Gerais está implementando melhorias nas maternidades públicas para reforçar o atendimento a bebês prematuros. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 340 mil crianças nascem antes das 37 semanas de gestação no Brasil anualmente.
A Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) anunciou avanços em suas unidades neonatais durante a campanha Novembro Roxo, que destaca a prematuridade. Na Maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte, foi implantado um round multidisciplinar diário na UTI neonatal.
De acordo com Vivian Gribel, coordenadora da neonatologia da MOV, a iniciativa promove uma abordagem integrada entre profissionais de diferentes áreas. “Os benefícios incluem cuidado individualizado, maior segurança e comunicação clara sobre a evolução do paciente”, afirmou.
Maria Clara de Souza, mãe da bebê prematura Mayuri, relatou sua experiência na UTI neonatal da MOV. “Me senti amparada pela equipe, que cuidou da minha filha com atenção”, disse. Atualmente, mãe e filha estão na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru.
Humanização no atendimento
No Hospital Júlia Kubitschek, a UCINCa foi inaugurada em janeiro para oferecer ambiente acolhedor durante a transição para cuidados domiciliares. Clarisse Souza, coordenadora de neonatologia, destacou que “ações de humanização melhoram os vínculos com os pais e reduzem sequelas”.
O Hospital Regional João Penido, em Juiz de Fora, está reorganizando sua unidade neonatal para se adequar às diretrizes da Rede Alyne. O projeto inclui a criação de novos leitos intermediários, além dos já existentes de terapia intensiva.
As maternidades da Fhemig atendem gestações de alto risco com equipes multiprofissionais. Segundo Clarisse Souza, as principais causas de prematuridade estão relacionadas a hipertensão e infecções maternas, exigindo acompanhamento intensivo para desconforto respiratório nos recém-nascidos.
“`
