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Uma equipe formada por egressos e docentes da UNIFAL-MG venceu o ADIA Lab Structural Break Challenge, competição internacional de Inteligência Artificial realizada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O grupo recebeu um prêmio de 40 mil dólares pela primeira colocação.
De acordo com informações do Jornal UNIFAL-MG, os egressos Mário Augusto Filho e João Pedro Peinado, do curso de Ciência da Computação, participaram sob coordenação do professor Humberto César Brandão de Oliveira, do Instituto de Ciências Exatas (ICE), e do professor Rafael Alencar, do IF Sudeste MG – campus Barbacena.
A competição ocorreu entre 14 de maio e 30 de setembro, com resultado divulgado em outubro. Foi organizada pela plataforma CrunchDAO e patrocinada pela ADIA Lab, centro de pesquisa vinculado ao fundo soberano Abu Dhabi Investment Authority (ADIA).
O professor Humberto Brandão explicou que o objetivo era identificar se os mercados financeiros tiveram uma quebra estrutural. “Em outras palavras, verificar se o mercado passou a se comportar de forma diferente do que vinha se comportando”, afirmou.
Método e desempenho da equipe
Mário Filho detalhou que a competição tinha notas públicas e privadas. A segunda etapa usou uma nova base de dados para testar a generalização dos algoritmos. “Nosso grupo foi o único a ultrapassar 90% de acerto”, disse.
A equipe utilizou uma técnica chamada Stacking, adaptada durante o pós-doutorado do professor Brandão. O método combina diferentes modelos de IA para criar uma solução mais robusta.
Segundo Brandão, o resultado é significativo por ser uma questão em aberto na academia. “Nenhum outro time no mundo ultrapassou a barreira de 90%”, destacou. A equipe usou métodos clássicos de IA, sem ferramentas como o chatgpt.
Participação e reconhecimento
A competição reuniu mais de 10 mil participantes de diversos países. O evento contou com a presença de quatro ganhadores do Prêmio Nobel: Steven Chu, Konstantin Novoselov (Física), Robert Engle e Guido Imbens (Economia).
Mário Filho afirmou que a equipe costuma participar de competições internacionais para testar ideias de pesquisa. O desafio chamou atenção por unir temas como finanças quantitativas e ciência de dados.
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