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Justiça suspende pagamentos em obras contra enchentes em BH

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A Justiça suspendeu os pagamentos da Prefeitura de Belo Horizonte às empresas envolvidas na operação “As Built”, que investiga fraudes em licitações e corrupção na Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap). A medida pode impactar duas obras contra enchentes na capital, em meio ao período chuvoso.

De acordo com o executivo municipal, a decisão afeta as obras na Praça das Águas, na Avenida Cristiano Machado, e do reservatório profundo Vilarinho II. Um procedimento administrativo também foi aberto no órgão, com possibilidade de rescisão contratual.

As intervenções fazem parte de um conjunto de obras de R$ 227 milhões para drenagem nas regiões Venda Nova e Norte, incluindo macrodrenagem nos córregos do Nado e Ribeirão Isidoro. Os recursos são financiados pela Caixa Econômica Federal e pela Prefeitura.

A obra da Praça das Águas começou em maio deste ano, com conclusão prevista para 2026. O reservatório Vilarinho II, iniciado em 2021, tinha 40% de execução até julho e previsão de entrega para o segundo semestre de 2026.

Impacto nas áreas de risco

A região da Avenida Cristiano Machado, próxima à Estação São Gabriel, é historicamente afetada por alagamentos. A Praça das Águas foi projetada para armazenar 27 milhões de litros de água, triplicando a capacidade atual de captação.

O sistema direcionaria as águas do Ribeirão Pampulha e Córrego Cachoeirinha para o Ribeirão do Onça, reduzindo inundações. O projeto incluía terraplanagem e pavimentação no entorno da estrutura hidráulica.

O reservatório Vilarinho II, com 30 metros de profundidade, teria capacidade para mais de 100 milhões de litros de água. A obra enfrentava desafios técnicos que exigiram ajustes no projeto.

A reportagem procurou a Prefeitura para atualização do cronograma, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

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