Sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Cúpula de Líderes do BRICS anunciou uma nova parceria para combater doenças associadas à pobreza e exclusão social. O anúncio foi feito durante o encontro de chefes de Estado no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Este acordo é considerado um marco na agenda global de equidade em saúde.
De acordo com o Ministério da Saúde, a parceria visa eliminar doenças socialmente determinadas, como a doença de Chagas e a cólera, que afetam principalmente países em desenvolvimento. O presidente Lula destacou a importância de investir em saneamento básico, alimentação, educação, moradia, trabalho e renda para garantir o direito à saúde.
O ministro Padilha afirmou que a parceria permitirá ao Brasil avançar em projetos de produção de medicamentos, como a insulina humana, em colaboração com China e Índia. Ele ressaltou que a iniciativa fortalece projetos que geram tecnologia, emprego e renda no Brasil.
Programa Brasil Saudável
A parceria foi inspirada no Programa Brasil Saudável, que busca enfrentar problemas sociais e ambientais que afetam a saúde de pessoas em situação de vulnerabilidade. O programa tem como objetivo eliminar, até 2030, 11 doenças e cinco infecções de transmissão vertical relacionadas à pobreza e exclusão social, incluindo tuberculose, hanseníase, malária, HIV/aids e hepatites virais.
Em 2024, o Brasil eliminou a filariose linfática como problema de saúde pública, reconhecimento concedido pela OMS. Este resultado demonstra a viabilidade de ações integradas para enfrentar doenças socialmente determinadas.
O BRICS, formado por 11 países membros permanentes, incluindo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, estabeleceu sete grupos de trabalho temáticos sob a presidência do Brasil em 2025. A saúde é uma das prioridades definidas para o ano.
Para mais informações, acesse a íntegra da 15ª Reunião de Ministros da Saúde do bloco.
