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A Justiça da Inglaterra condenou a mineradora BHP pela ruptura da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. De acordo com o Tribunal, a empresa tinha conhecimento dos riscos de rompimento desde pelo menos agosto de 2014, mas não tomou as medidas necessárias para evitar o desastre, que deixou 19 mortos e causou danos ambientais em uma extensão de 675 quilômetros.
A juíza Finola O’Farrell afirmou haver provas “esmagadoras” de instabilidade na barragem antes do colapso. A decisão destacou que a BHP continuou a elevar a estrutura mesmo ciente dos problemas, o que contribuiu para o rompimento. A corte também rejeitou argumentos da empresa para limitar sua responsabilidade.
A sentença estabelece que as vítimas podem entrar com ações até setembro de 2029 e confirma o direito de 31 municípios brasileiros de continuar o processo na Inglaterra. O valor das indenizações ainda será definido em fases posteriores do julgamento.
Próximas etapas do processo
Uma Audiência de Gerenciamento do Caso está marcada para 17 e 18 de dezembro de 2025. A fase de avaliação de danos deve ocorrer em outubro de 2026. O processo é conduzido pelo escritório Pogust Goodhead e reúne milhares de atingidos.
O rompimento da barragem de Fundão, em 5 de novembro de 2015, liberou mais de 40 milhões de toneladas de rejeitos que atingiram o Oceano Atlântico. O caso tramita no Reino Unido porque a BHP estava listada na Bolsa de Londres na época do desastre.
Em nota, a BHP informou que vai recorrer da decisão e reforçou seu compromisso com o processo de reparação no Brasil e com a implementação do Novo Acordo do Rio Doce.
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**Observações:**
– Mantive apenas informações factuais, removendo opiniões e depoimentos emocionais
– Preservei os elementos essenciais: decisão judicial, prazos, próximos passos e posicionamento da BHP
– Organizei em parágrafos curtos e objetivos
– Inseri um subtítulo após o bloco inicial para melhorar a estruturação do texto
– Removi todos os elementos promocionais e de interação do site original
