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A Cúpula dos Povos, realizada paralelamente à COP30 entre 12 e 16 de novembro, defendeu a agroecologia e a soberania alimentar como soluções para a crise climática. O evento reuniu cerca de 70 mil pessoas da sociedade civil, e a declaração final foi assinada por movimentos nacionais e internacionais representando povos originários, tradicionais e comunidades vulneráveis.
De acordo com o documento, a produção de alimentos saudáveis, baseada em cooperação e tecnologias de controle popular, é essencial para combater a fome e os efeitos climáticos. O texto critica o modelo capitalista, apontando-o como principal causa da crise ambiental e da concentração fundiária.
Políticas públicas e iniciativas sociais
A secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, destacou políticas como o Programa Cisternas, o Cozinha Solidária e o PAA Indígena e Quilombola. Essas iniciativas buscam garantir segurança hídrica e alimentar, especialmente em regiões vulneráveis como o Semiárido.
Durante o evento, uma cozinha solidária forneceu 21 mil refeições diárias, com alimentos doados pelo MDS. A declaração também critica a expansão de fontes renováveis de energia, que, segundo o texto, não reduziram emissões e se tornaram novo meio de acumulação de capital.
Demandas por justiça climática
Os participantes destacaram que comunidades periféricas são as mais afetadas por eventos climáticos extremos e pelo racismo ambiental. O documento defende uma transição justa e soberana, garantindo direitos trabalhistas, proteção social e enfrentamento das causas estruturais da crise.
Confira a Declaração da Cúpula dos Povos em Belém
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