BDMG / DivulgaçãoHenrique Ceotto / Crédito: BDMG / Divulgação
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BDMG adota Taxonomia Sustentável Brasileira em nova parceria com o BID para títulos sustentáveis

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O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) lançou um novo Framework de Finanças Sustentáveis em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O documento, divulgado durante a COP30, estabelece critérios para emissão de títulos verdes, sociais e sustentáveis, seguindo a Taxonomia Sustentável Brasileira.

De acordo com o BDMG, o framework permite a captação de recursos para projetos ambientais e sociais, como produção de combustíveis limpos, agricultura regenerativa e descarbonização. O banco se tornou a primeira instituição pública do país a adotar a taxonomia brasileira, que define atividades econômicas sustentáveis.

A Sustainable Fitch classificou o documento como “excelente” em sua Opinião de Segunda Parte. O BDMG possui uma carteira sustentável de R$ 3,5 bilhões em 2025, com foco em iniciativas que ajudem empresas e municípios a lidar com mudanças climáticas.

Critérios e áreas financiáveis

O framework cria categorias para projetos de resiliência climática e redução de emissões, além de incluir novos segmentos como segurança alimentar para pequenos produtores e minerais críticos para transição energética. Outras áreas contempladas são bioeconomia, agricultura 4.0, energia limpa e saneamento.

Um exemplo de projeto financiado é a ZEG Aroeira, primeira produtora de biometano de Minas Gerais. Localizada em Tupaciguara, a empresa usa resíduos da cana-de-açúcar para produzir combustível que reduz em até 90% as emissões de CO₂ em comparação com combustíveis fósseis.

Henrique Ceotto, diretor da GasBio, parceira no projeto, explica que o biometano abastece frotas agrícolas e um hub logístico em Uberlândia. A empresa está ampliando sua capacidade com dois novos biodigestores, que elevarão a produção para 30 mil m³ diários.

Mercado internacional

Em 2020, com apoio do BID, o BDMG emitiu o primeiro título sustentável de um banco de desenvolvimento brasileiro, no valor de US$ 50 milhões. Annette Killmer, representante do BID no Brasil, destacou que o novo framework amplia o acesso do banco a mercados internacionais de dívidas sustentáveis.

Gabriel Viégas Neto, presidente do BDMG, afirmou que o documento está alinhado com práticas internacionais e reforça o compromisso do banco com uma economia sustentável. A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, ressaltou que a iniciativa demonstra a transparência e competitividade da economia mineira.

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