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Brasil avança na vigilância da saúde em áreas com poluição do ar

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O Brasil registrou avanços no monitoramento de populações expostas à poluição do ar, segundo informações apresentadas pelo Ministério da Saúde durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30). Dados do painel Vigiar, que integra informações ambientais e de saúde, apontam que 95 mil mortes no país em 2024 estiveram associadas à exposição a partículas poluentes (MP2,5).

De acordo com o Ministério da Saúde, secas extremas, queimadas e incêndios florestais agravaram os efeitos da poluição, aumentando casos de doenças respiratórias, cardiovasculares e agravamento de condições crônicas. Agnes Soares, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, destacou a necessidade de fortalecer a resposta dos serviços de saúde.

“Diante da tendência de aumento na frequência e intensidade desses eventos em um contexto de mudança do clima, é fundamental que os serviços de saúde estejam preparados para responder de forma rápida e eficaz”, afirmou Agnes.

O Ministério da Saúde está alinhando o Vigiar com o Plano AdaptaSUS, que visa preparar o setor de saúde para os impactos climáticos. Além disso, na COP30, o Brasil lançou o Plano de Ação em Saúde de Belém, com medidas para fortalecer a vigilância ambiental.

Ferramentas de monitoramento

O Vigiar monitora a poluição do ar em todos os municípios brasileiros desde 2010, incluindo dados sobre poluição intradomiciliar causada pelo uso de lenha ou carvão. Outro sistema em atualização, o SISAM, integrará informações sobre poluentes, queimadas e variáveis climáticas, em parceria com o INPE.

“São tecnologias que ampliam nossa capacidade de agir. Produção de dados de qualidade, comunicação de riscos e capacitação dos profissionais são pilares da adaptação climática no setor saúde”, afirmou Agnes Soares.

Impacto dos incêndios florestais

Em 2024, secas prolongadas levaram diversos municípios a ultrapassar os limites diários de poluição recomendados pela OMS. O Ministério da Saúde tem divulgado informes semanais sobre incêndios florestais e ampliado campanhas de orientação à população.

“O Brasil está assumindo seu papel de liderança ao integrar vigilância climática, ciência e políticas públicas. Não existe adaptação em saúde sem olhar para a poluição do ar e os impactos reais da crise climática”, reforçou Agnes.

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