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Operação investiga fraude fiscal de R$ 26 bilhões no setor de combustíveis

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Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (27/11) investiga um esquema de fraude fiscal no setor de combustíveis que causou um prejuízo estimado em R$ 26 bilhões aos cofres públicos. A ação, chamada Poço de Lobato, tem como alvo 190 suspeitos ligados ao Grupo Refit, dono da antiga refinaria de Manguinhos (RJ), e outras empresas do ramo.

De acordo com as investigações, os envolvidos são acusados de integrar uma organização criminosa, com crimes contra a ordem econômica, sonegação tributária e lavagem de dinheiro. O Grupo Refit, comandado por Ricardo Magro, é considerado um dos maiores devedores de ICMS em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A Justiça emitiu 126 mandados de busca e apreensão, cumpridos no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Maranhão. Participam da operação 621 agentes, incluindo promotores, auditores fiscais e policiais.

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-SP) bloqueou R$ 8,9 bilhões em bens dos investigados. A Procuradoria da Fazenda Nacional conseguiu a indisponibilidade de mais R$ 1,2 bilhão ligado ao esquema.

Relação com o PCC

A Receita Federal aponta que o grupo investigado tem conexões financeiras com empresas e pessoas ligadas à Operação Carbono Oculto, realizada em agosto de 2025. Essa operação revelou a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) na cadeia de combustíveis, com uso de fintechs e fundos de investimento.

O nome da operação, Poço de Lobato, faz referência ao primeiro poço de petróleo descoberto no Brasil, em 1939, no bairro de Lobato, em Salvador. A descoberta marcou o início da exploração petrolífera no país, embora não tenha sido viável comercialmente na época.

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