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Minas Gerais registra aumento nos casos graves de dengue e risco de mortes devido à circulação dos sorotipos 2 e 3 do vírus. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, o estado já contabiliza 114.715 casos confirmados e 138 óbitos em 2025.
De acordo com a pasta, a presença desses sorotipos eleva a chance de agravamento em pacientes que já tiveram a doença anteriormente, aumentando a necessidade de hospitalizações. Em 2024, o estado enfrentou uma epidemia com mais de 1,3 milhão de casos e mil mortes.
O subsecretário de Vigilância e Saúde, Eduardo Campos Prosdocimi, afirmou que a estratégia inclui capacitação de profissionais e ações de prevenção. “Há uma possibilidade de agravamento se a pessoa contrair outro sorotipo”, disse.
O estado investiu R$ 210 milhões em fiscalizações, blitze educativas e exames laboratoriais. Neste fim de semana, 748 municípios participam de ações simultâneas contra o Aedes aegypti.
Vacinação e novos métodos de combate
A vacina Qdenga, disponível para adolescentes de 10 a 14 anos, teve 342.922 doses aplicadas em 2024 e 370.187 em 2025. Prosdocimi alerta para a necessidade de completar o esquema vacinal com duas doses.
Em 2026, chegará às unidades de saúde a primeira vacina em dose única contra dengue, aprovada pela Anvisa. Desenvolvida pelo Instituto Butantan, ela tem eficácia de 79,6% contra casos sintomáticos e 89% em casos graves.
Dados epidemiológicos
Até 17 de novembro, Minas Gerais registrou 160.920 casos prováveis de dengue, com 42 óbitos em investigação. Foram confirmados 17.019 casos de chikungunya, com seis mortes, e 27 casos de zika, sem óbitos.
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